terça-feira, 20 de maio de 2008

Chapter Three

Demorou um certo tempo até ele se dar conta do que estava acontecendo. Matt tinha sido descoberto. Aquilo nunca acontecera antes, e ele várias vezes tentou se lembrar se havia se esquecido de algum detalhe, como por exemplo congelar a imagem das duas câmeras daquele corredor por alguns segundos até que terminasse o trabalho. Mais ele tinha certeza de que tinha feito tudo certo.Algo estava errado. E ele podia sentir.

- Que merda vocês querem comigo!? Quem são vocês!? Me larguem, porra! – foi tudo que Matt conseguiu dizer naquele instante. Ele realmente não entendia o que estava acontecendo. – Cale a boca, seu merdinha! Você vai aprender a se comportar. – disse um dos dois homens de terno, que mais pareciam gorilas. Eles estavam levando Matt para o elevador do Paris, e Matt tentou imaginar para onde o estavam levando. Mais ele não queria saber.

Alguns minutos no elevador bastaram para distrair e acalmar os nervos de Matt, e naquele momento ele tentava imaginar o que de errado havia acontecido, como eles o pegaram. Matt era cuidadoso o suficiente quando era ele mesmo que estava em jogo, nunca foi excepcional em organização, mais se virava muito bem.

Ao escutar o aviso de que o elevador chegara ao seu andar,(Matt percebeu no ato de que estava na cobertura), ele voltou a si rapidamente e seus nervos preguiçosos voltaram rapidamente a trabalhar. Matt suava frio.

- Ora ora, senhor Matt Richard Tuscan. Me parece que o senhor tem um ótimo histórico escolar aqui, não é – disse um homem, que para Matt, era o retrato perfeito de um detetive obcecado pelo trabalho. – Sente-se, fique a vontade – disse o homem.

Antes que Matt pudesse pensar na oferta, os dois gorilas já haviam colocado ele na cadeira, e o amarraram com nós fortes o bastante para deixar marcas por dias. – Bem, meu nome é... – Estava dizendo o homem detetive, mais foi interrompido por uma voz, com ódio e estressada. – Saí daí Chris, isto já está me tirando à paciência.

Matt nunca havia tomado um soco tão direto na cara como aquele. – Filho da puta! Quem você pensa que é para vir aqui tentar roubar o Paris? Seu amadorzinho de merda! – disse o novo sujeito que agora estava ano campo de visão atordoado de Matt. – Vamos com calma, Robinson. – Chris segurou seu braço – Seja paciente.

Calma o caralho! Se a gente não dar um jeito nesses merdas, qual é a razão do nosso emprego – disse Robinson, e voltou a olhar para Matt. – Escute aqui, NÓS somos a segurança daqui. E não vai ser um bosta como você, que vai acabar com o nosso trabalho. Mais nós vamos dar um jeitinho em você. – Robinson tirou de suas costas um .38 e pressionou o cano da arma na testa de Matt.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Chapter Two


Matt era realmente jovem, tinha 20 anos mais aparentava ser um colegial perdido de sua família no cassino. Vestia o jeans de sempre, que era sua calça favorita, uma camisa branca por baixo de outra verde de botões que comprara dias atrás. A expressão que trazia no rosto era de alguém que não havia acordado bem aquele dia, mais Matt nem sequer tinha dormido. Tinha gastado a sua noite passada e o dia todo, preparando o que tinha que fazer, e o que quer que fosse, tinha que ser rápido. Ele levava consigo uma mochila preta, que visivelmente estava estufada com tudo que ele precisava. Um notebook.

Ao pedir um uísque para o barman, ele olhou em volta. Observou algumas pessoas jogando, outras apenas bebendo e falando asneiras. Basicamente, esse era o comportamento da alta classe da sociedade, que ele particularmente enojava. Bastou alguns minutos e o barman sorriu para Matt, e o entregou a bebida – Pronto. Senhor. São vinte dólares. - disse ele sorrindo ainda, sabendo do lucro superestimado das doses. Matt pagou, mais não bebeu. Antes que se desse conta ele já estava andando pelos caça-níqueis, pronto para começar o seu trabalho. E naquele momento, ele não era mais o jovem Matt Tuscan, e sim, Mantis.

Rapidamente, ele se esgueirou por dois corredores de caça-níqueis e virou no terceiro deles, que estava vazio, devido ao horário em que poucas pessoas jogavam naquela área do cassino. Abriu a mochila, e tirou o Bug. Seu notebook, que ele o tratava como se fosse um cachorrinho que ganhara no natal. Digitou alguns comandos, puxou um cabo da mochila e ligou em uma entrada do monitor do caça-níqueis digital que estava à sua frente, e voltou para os velhos comandos do Bug.

De instantes, Matt, que por hora era Mantis, levantava a sua cabeça à procura de alguém por perto, um guarda ou segurança talvez, mais logo voltava para a sua cadeia de comandos que estava digitando. Poucos segundos depois, ele esboça um sorriso e puxa o cabo, e junto com Bug, voltam para a mochila. Logo depois Mantis observava o caça-níqueis vibrar com a incrível quantidade de fichas que saiam como água do buraco onde saíam os prêmios. Acabara de ganhar aproximadamente 4, 000 dólares, que serviria como o “ganha-pão” daquela semana onde ele provavelmente gastaria em bebidas, hardware, mulheres e talvez para quitar algumas dividas que conseguira desde que se mudou para Vegas. Sim, Matt era de Nova York, mais uma série de fatos o fizeram mudar para Vegas, um deles obviamente, o dinheiro.

Juntou suas coisas e se levantou rapidamente, sorria mais por dentro do que por fora, conseguira mais uma semana de magnata, gastaria o dinheiro rapidamente, e muito provável que teria que fazer o mesmo em outro lugar talvez para “recarregar” seus recursos. Matt fazia aquilo constantemente, sabia o que estava fazendo. Não era amador, mais também não um profissional.

Em segundos, toda a felicidade e todo sorriso se foi como se recebesse um soco desprevenido. Matt (de volta agora) congelou quando a mão que segurava seu ombro naquele momento disse – Tenha a bondade de me acompanhar, senhor Tuscan.

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Chapter One


“Você poderia facilmente pensar que tem tudo, até o momento em que você conhecer a palavra mais temida de Las Vegas. Perder.“

Las Vegas é a maior cidade do estado de Nevada. Cassinos, boates, mulheres, fama e dinheiro. Muito dinheiro. O lugar em que todos te conhecem e ao mesmo tempo, ninguém. Cada pessoa que conhece Vegas sabe que a Las Vegas Boulevar é onde os grandes estão, onde os sorrisos e as risadas estão, as bebidas e o dinheiro. Onde todos a apelidaram carinhosamente de Strip.

Na Strip você se depara com 6,7 km dos melhores hotéis e cassinos do mundo, um deles o Paris, que dispunha de um grande réplica da Torre Eiffel em sua porta de entrada. A fachada frontal do Paris faz lembrar simultaneamente o Louvre e a Ópera de Paris, seu tamanho era de uma imensidão que não parecia ter fim, trazia consigo a representação arquitetônica da cidade cujo nome é o mesmo. Trazia também, ao lado direito para quem visse de frente, uma réplica do Arco do Triunfo que à noite, ficava toda coberta com um brilho amarelo devido à iluminação muito bem implantada, assim como em todo o resto do cassino, que a noite se tornava um gigante amarelo.

No Paris, a jogatina é o prazer das pessoas, seu orgasmo, sua vida e felicidade. A sensação de ver suas fichas se duplicarem em alguns segundos é algo realmente inexplicável. A fama, o dinheiro doce e saboroso, como o melhor dos venenos.

E nesse mundo, e nesta adorável noite que descrevi para vocês, encontramos um jovem em especial. Ele estava no Gustav's Casino Bar, um bar no interior do cassino do Paris. Seu nome era Matt Tuscan.

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Chapter zero

"... E então, ele pegou a arma e apontou para a sua própria cabeça. Após alguns segundos, ele virou e estourou os miolos de Chris, que não pode falar mais do que os ganidos que soltava ao cair encostado devolta à sua mêsa. Rodriguez pegou dois cigarros que estavam sobre a mêsa, virou-se em passos lentos e curtos para a porta e os acendeu."