
Matt era realmente jovem, tinha 20 anos mais aparentava ser um colegial perdido de sua família no cassino. Vestia o jeans de sempre, que era sua calça favorita, uma camisa branca por baixo de outra verde de botões que comprara dias atrás. A expressão que trazia no rosto era de alguém que não havia acordado bem aquele dia, mais Matt nem sequer tinha dormido. Tinha gastado a sua noite passada e o dia todo, preparando o que tinha que fazer, e o que quer que fosse, tinha que ser rápido. Ele levava consigo uma mochila preta, que visivelmente estava estufada com tudo que ele precisava. Um notebook.
Ao pedir um uísque para o barman, ele olhou em volta. Observou algumas pessoas jogando, outras apenas bebendo e falando asneiras. Basicamente, esse era o comportamento da alta classe da sociedade, que ele particularmente enojava. Bastou alguns minutos e o barman sorriu para Matt, e o entregou a bebida – Pronto. Senhor. São vinte dólares. - disse ele sorrindo ainda, sabendo do lucro superestimado das doses. Matt pagou, mais não bebeu. Antes que se desse conta ele já estava andando pelos caça-níqueis, pronto para começar o seu trabalho. E naquele momento, ele não era mais o jovem Matt Tuscan, e sim, Mantis.
Rapidamente, ele se esgueirou por dois corredores de caça-níqueis e virou no terceiro deles, que estava vazio, devido ao horário em que poucas pessoas jogavam naquela área do cassino. Abriu a mochila, e tirou o Bug. Seu notebook, que ele o tratava como se fosse um cachorrinho que ganhara no natal. Digitou alguns comandos, puxou um cabo da mochila e ligou em uma entrada do monitor do caça-níqueis digital que estava à sua frente, e voltou para os velhos comandos do Bug.
De instantes, Matt, que por hora era Mantis, levantava a sua cabeça à procura de alguém por perto, um guarda ou segurança talvez, mais logo voltava para a sua cadeia de comandos que estava digitando. Poucos segundos depois, ele esboça um sorriso e puxa o cabo, e junto com Bug, voltam para a mochila. Logo depois Mantis observava o caça-níqueis vibrar com a incrível quantidade de fichas que saiam como água do buraco onde saíam os prêmios. Acabara de ganhar aproximadamente 4, 000 dólares, que serviria como o “ganha-pão” daquela semana onde ele provavelmente gastaria em bebidas, hardware, mulheres e talvez para quitar algumas dividas que conseguira desde que se mudou para Vegas. Sim, Matt era de Nova York, mais uma série de fatos o fizeram mudar para Vegas, um deles obviamente, o dinheiro.
Juntou suas coisas e se levantou rapidamente, sorria mais por dentro do que por fora, conseguira mais uma semana de magnata, gastaria o dinheiro rapidamente, e muito provável que teria que fazer o mesmo em outro lugar talvez para “recarregar” seus recursos. Matt fazia aquilo constantemente, sabia o que estava fazendo. Não era amador, mais também não um profissional.
Em segundos, toda a felicidade e todo sorriso se foi como se recebesse um soco desprevenido. Matt (de volta agora) congelou quando a mão que segurava seu ombro naquele momento disse – Tenha a bondade de me acompanhar, senhor Tuscan.
2 comentários:
PÉRA AÊ!
E as câmeras de segurança?
Mas de resto está naipe pra caralho!
Parabéns pelo seu trabalho. Te amo, e sentirei saudades.
asdhuashdusiadhas!
cadê a porra do próximo capítulo?
vc não transa?
Postar um comentário